O “Arrastão da Vitória”, realizado pelo grupo do prefeito Roberto Costa em apoio a Orleans Brandão, reuniu uma multidão pelas ruas de Bacabal. Mas, por trás das imagens de festa e dos discursos de união, servidores municipais relatam um cenário bem diferente: pressão, cobrança e medo de represálias.
Segundo os relatos, funcionários da Prefeitura estariam sendo constrangidos a participar das movimentações políticas promovidas pelo grupo governista. A situação levanta uma pergunta que corre nos bastidores da cidade: todo mundo foi porque quis ou parte daquela multidão estava ali para garantir o emprego?
Enquanto Roberto Costa sobe no palanque para falar em parceria e compromisso com a população, servidores reclamam da falta de gentileza e de respeito dentro da própria administração. Para quem depende do salário no fim do mês, uma “convocação” política dificilmente soa como convite.
O tamanho do arrastão pode até render boas fotografias para a campanha, mas não apaga o desconforto de quem afirma estar sendo pressionado.
Agora, cabe ao prefeito explicar se houve cobrança de presença, pedido de fotografias ou qualquer tipo de controle sobre a participação dos funcionários. Afinal, multidão impressiona. Mas apoio arrancado na pressão não é força política — é medo.
