O que deveria ser uma campanha em família pode acabar revelando justamente o contrário em Morros. Informações que fervem nos bastidores da política da “cidade das belas índias guerreiras” apontam que o prefeito Paraíba e o filho, Paraibinha, estariam montando palanques diferentes para 2026. O pai segue com Dr. Orlando para federal e Detinha para estadual. O filho aposta em Marreca e Osmar. Em vez de concentração de forças, o grupo pode entrar na eleição dividido — e voto dividido costuma produzir consequências.
Paraíba chega ao pleito carregando um patrimônio eleitoral considerável. Em 2024, foi reeleito com 8.424 votos, equivalentes a 59,32% dos votos válidos. Morros possui cerca de 16,7 mil eleitores, o que torna a disputa ainda mais interessante: cada voto conquistado pelos candidatos de pai e filho servirá como um verdadeiro termômetro para descobrir quem, de fato, possui maior influência sobre a máquina política construída nos últimos anos.
Nos bastidores, essa história não teria começado agora. Segundo relatos que chegaram ao blog, no primeiro mandato a gestão teria sido compartilhada entre pai e filho, mas a parceria teria perdido força no decorrer da administração, inclusive por supostos “motivos do coração”. Trata-se, até aqui, de versão de bastidores. Politicamente, porém, a separação dos palanques já coloca aliados diante de uma situação desconfortável: seguir o prefeito ou acompanhar aquele que durante anos foi tratado como seu sucessor político?
E existe um terceiro personagem que pode agradecer pela confusão: Moisés do Supermix. Enquanto pai e filho correm o risco de disputar praticamente o mesmo eleitorado, Moisés trabalha com Maedja e Iracema Vale. Se conseguir organizar seu campo enquanto os adversários pulverizam votos entre Dr. Orlando, Detinha, Marreca e Osmar, a divisão poderá oferecer ao Supermix uma oportunidade de apresentar nas urnas uma força política maior do que muitos imaginavam.
A eleição de 2026, portanto, pode virar uma eleição dentro da eleição. Paraíba precisará mostrar que continua sendo o grande puxador de votos de Morros. Paraibinha terá a oportunidade de provar que possui luz própria e não depende eleitoralmente do pai. E Moisés poderá tentar crescer exatamente no espaço deixado pela divisão. Quando as urnas forem abertas, a pergunta não será apenas quem venceu para deputado: será inevitável comparar quem colocou mais votos na conta de cada candidato.
Mas a maior bomba pode estar guardada para 2028. Se a divergência eleitoral sobreviver a outubro, Morros poderá assistir à antecipação de uma disputa que parecia improvável: pai e filho em campos políticos opostos na sucessão municipal. E, enquanto Paraíba e Paraibinha medem forças para descobrir quem manda mais, Moisés do Supermix pode acabar sendo o maior beneficiado pelo racha.
Em Morros, 2026 pode decidir quem tem os votos. E começar a revelar quem terá força para mandar em 2028.
