A eleição terminou nas urnas, mas uma verdadeira guerra continua na Justiça. São Benedito do Rio Preto, São João Batista, Bela Vista e Nova Olinda acumulam disputas envolvendo cassação de diplomas, inelegibilidade, abuso de poder político e econômico e recursos que já alcançam o TSE. Em São João Batista, por exemplo, o TRE-MA reconheceu abuso de poder e conduta vedada, cassou diplomas e aplicou inelegibilidade, enquanto Brasília ainda deverá enfrentar questão levantada contra o julgamento.
Bela Vista concentra alguns dos números mais explosivos. Em contrarrazões apresentadas nos autos, a Coligação Unidos por Bela Vista sustenta que despesas com pessoal previstas em cerca de R$ 6,4 milhões teriam ultrapassado R$ 14 milhões em 2024, além de apontar mais de 600 vínculos durante o ano eleitoral e contratações em período sensível antes das urnas. São alegações processuais que não podem ser tratadas isoladamente como fatos definitivos, mas o processo registra que o TRE-MA manteve sentença condenatória de primeiro grau e a controvérsia prosseguiu na via recursal.
O cenário é explosivo porque 2024 ainda não terminou nos tribunais e 2026 já começou a produzir novas batalhas, inclusive envolvendo Gleydson Resende e publicações que mencionam cifras milionárias e suposto dinheiro público — acusações contestadas e ainda submetidas ao crivo judicial.
No Maranhão, ganhar nas urnas já não basta. Com tantos casos ainda vivos, a pergunta que assombra os bastidores é outra: quando o TSE e o TRE-MA baterem o martelo, quantos mandatos e projetos políticos continuarão de pé?
