
A presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Iracema Vale (MDB), reagiu nesta quarta-feira (19) às acusações feitas por Gilbson Cutrim, condenado pelo assassinato do empresário João Bosco, no caso “Tech Office”.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Gilbson tentou relacionar Iracema à morte do empresário Josival Cavalcanti, o Pacovan, assassinado em Zé Doca, em 2024. A presidente da Assembleia negou qualquer envolvimento, afirmou que nunca teve relação com Pacovan e classificou as acusações como mentirosas.
Até agora, não há registro de Iracema Vale como investigada ou acusada formalmente nos inquéritos ou processos relacionados à morte de Pacovan.
O assassinato levou à prisão de três pessoas, entre elas o executor e dois apontados como supostos mandantes. Posteriormente, um dos suspeitos teve a soltura determinada por decisão de ministro do Superior Tribunal de Justiça.
Iracema não economizou palavras ao responder.
“Um assassino confesso, que responde a várias acusações de homicídio, vem a público e me acusa de ter contribuído para a morte de uma pessoa com quem nunca tive qualquer relação. E é exatamente por isso que essa denúncia não me assusta, ela me enoja”, declarou.
A parlamentar também questionou quem estaria interessado em dar força às declarações de um condenado justamente em ano eleitoral.
“A quem interessa que a palavra de um bandido ganhe visibilidade? A quem interessa destruir reputações por meio de mentiras de um assassino? A quem interessa que o Maranhão se transforme em um palco de um espetáculo em que acusações absurdas valham mais do que a verdade?”, questionou.
Para Iracema, o episódio tem motivação política.
“Para mim, está tudo orquestrado politicamente. Eu não vou me calar. Essa é a maior violência política que uma mulher como eu poderia sofrer”, afirmou.
Gilbson Cutrim foi condenado pela morte do empresário João Bosco, assassinado a tiros em agosto de 2022, em São Luís. Desde então, passou a fazer declarações nas redes sociais envolvendo nomes conhecidos do Maranhão.
Iracema afirmou que não permitirá que acusações sem comprovação atinjam sua trajetória.
“Não deixarei que manchem minha história de vida. Minha trajetória comprova uma vida limpa e de trabalho, ao contrário de quem me acusa, que não tem uma biografia, mas uma extensa ficha policial”, disse.
A presidente da Assembleia encerrou dizendo confiar na Justiça e prometeu enfrentar as acusações sem recuar.
No meio da disputa política de 2026, o vídeo acabou produzindo uma reação imediata de Iracema Vale: em vez de permanecer em silêncio, a presidente da Assembleia colocou o histórico de seu acusador no centro do debate e cobrou que qualquer acusação seja acompanhada de provas.