A confirmação da candidatura de Roseana Sarney ao Senado caiu como uma bomba no meio político maranhense. O que até então era tratado como especulação virou realidade e bastou o anúncio para movimentar lideranças, provocar reuniões de bastidores e fazer muita gente refazer as contas. A disputa pelas duas vagas ao Senado, que já prometia ser uma das mais acirradas dos últimos anos, ganhou um nome de peso e que dispensa comentários. A Guerreira carrega um dos sobrenomes de maior peso da política nacional.
Roseana chega à disputa respaldada por uma trajetória difícil de ser igualada. Foi deputada federal, senadora da República e governou o Maranhão por quatro mandatos, virando uma das figuras mais influentes da história política do Estado. Ao longo de décadas, teve uma ampla rede de aliados, principalmente entre prefeitos e lideranças do interior, mantendo um capital político que atravessou diferentes gerações e continua presente no imaginário do eleitor maranhense (incluindo meu avô, o saudoso Zequinha [in memoriam]).
A entrada de Roseana muda completamente o cenário da eleição. Quem já se considerava competitivo agora passa a disputar espaço com uma candidata de alto grau de conhecimento popular e forte capacidade de articulação.
