
A Câmara Municipal de Rosário oficializou a instalação da CPI da Educação para investigar a aplicação dos recursos públicos destinados à Secretaria Municipal de Educação. A comissão foi criada após o requerimento receber o apoio de sete vereadores, número necessário para sua abertura.
Os trabalhos terão como foco a fiscalização de verbas do FUNDEF/FUNDEB, da merenda escolar e do transporte de estudantes, além da apuração de denúncias sobre possíveis pagamentos indevidos e eventual superfaturamento em contratos firmados desde o início de 2025.
Com poderes para convocar secretários, fornecedores e requisitar documentos fiscais e processos licitatórios, a CPI promete ampliar o controle sobre os gastos da Educação. Enquanto vereadores defendem a investigação como instrumento de transparência, aliados da gestão avaliam que a comissão também poderá servir para esclarecer questionamentos e comprovar a regularidade da aplicação dos recursos públicos.
Nos corredores da política rosariense, a instalação da CPI da Educação também alimenta especulações sobre o clima entre a Câmara e o Palácio Municipal. Até pouco tempo, Executivo e Legislativo pareciam caminhar em sintonia, mas a abertura de uma investigação sobre contratos, pagamentos e aplicação de recursos públicos levanta uma pergunta inevitável: o alinhamento político continua o mesmo ou o relacionamento começou a dar sinais de desgaste? Em política, quando a fiscalização ganha holofotes, dificilmente o recado passa despercebido. O que muitos querem saber agora é se a CPI representa apenas o cumprimento do dever parlamentar ou se é o primeiro sinal de que o “amor” entre os poderes já não é mais o mesmo…
O espaço segue aberto para manifestações.