Às vésperas de uma das maiores manifestações de fé do estado, o governador Carlos Brandão sancionou uma lei que promete marcar a história religiosa e cultural do Maranhão. A celebração de Corpus Christi agora passa a integrar oficialmente o patrimônio cultural imaterial maranhense, consolidando uma tradição centenária que mobiliza milhares de fiéis, movimenta a economia e fortalece a identidade cristã do estado.
A iniciativa nasceu na Assembleia Legislativa por meio de projeto apresentado pelo deputado estadual Jota Pinto, que destacou não apenas o valor religioso da solenidade, mas também sua importância cultural, turística e social. Com a sanção da Lei nº 12.903/2026, o Maranhão reconhece oficialmente uma das mais expressivas demonstrações públicas de fé do povo maranhense, garantindo instrumentos para sua preservação e promoção.
O reconhecimento chega em um momento simbólico e reforça a sintonia entre o governo estadual e a comunidade católica. Ao sancionar a proposta, Brandão fortalece um dos eventos mais tradicionais do calendário religioso maranhense, que todos os anos reúne multidões nas ruas, atrai visitantes de diversas regiões e impulsiona setores como hotelaria, gastronomia e comércio.
Jota Pinto comemorou a conquista e classificou o ato como um marco histórico para a Igreja Católica e para a cultura popular do Maranhão. Segundo o parlamentar, a medida representa um gesto de respeito às tradições que ajudam a construir a identidade do povo maranhense e preservam valores transmitidos de geração em geração.
Mas o reconhecimento não parou por aí. Outra proposta de autoria do deputado também recebeu a sanção governamental. O tradicional Festejo de Nossa Senhora Aparecida da Foz do Rio Anil, realizado em São Luís, foi oficialmente declarado Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Maranhão. A medida amplia a proteção a uma das mais importantes manifestações religiosas da capital e reforça a política de valorização das tradições populares que fazem parte da história e da alma do estado.
