
Nos bastidores da política da Região do Munim, um movimento vem chamando atenção de aliados e adversários. Enquanto prefeitos da região intensificam articulações políticas e ampliam pontes com lideranças locais de olho nos próximos desafios eleitorais, o prefeito de Morros, Paraíba, estaria seguindo caminho oposto.
Informações que circulam entre agentes políticos apontam que o chefe do Executivo municipal contaria atualmente com uma base reduzida na Câmara Municipal, formada pelo presidente da Casa e outros três vereadores. O cenário, se confirmado, acende um alerta sobre a capacidade de articulação política da gestão justamente em um período em que apoio institucional e alinhamento político costumam ganhar ainda mais relevância.
Nos corredores do poder, a avaliação é que a diminuição do diálogo com o Legislativo pode gerar reflexos que vão além das votações de interesse da administração. Em um ambiente político marcado pela disputa por espaços, alianças e fortalecimento de projetos estaduais, o enfraquecimento da relação com vereadores pode acabar isolando o gestor em um momento considerado estratégico.
A situação chama ainda mais atenção porque, enquanto diversos prefeitos maranhenses trabalham para consolidar apoios em torno de projetos políticos para 2026, Morros parece caminhar em sentido contrário. Lideranças ouvidas reservadamente afirmam que interlocutores tradicionais da gestão vêm encontrando dificuldades para acessar o núcleo de decisões do governo municipal.
Nos bastidores, a frase mais repetida por quem acompanha de perto o cenário político local é direta: “o prefeito não estaria mais ouvindo ninguém”. Se a percepção corresponde à realidade ou não, o fato é que o isolamento político costuma cobrar seu preço — e, em ano de intensa movimentação eleitoral, perder aliados pode custar muito mais caro do que conquistar adversários.