
Nos próprios documentos da auditoria, há registros de que parte das informações consideradas essenciais para a análise não foi disponibilizada durante os trabalhos de fiscalização.
E é justamente aí que surge a primeira grande pergunta dessa história:
O que a auditoria conseguiu descobrir e, principalmente, o que ela deixou de descobrir?
Porque, às vezes, o que não está nos autos pode ser tão importante quanto aquilo que está.
Enquanto a política de Rosário já discute os próximos movimentos eleitorais, um processo que parecia esquecido voltou a deixar sem dormir medalhões da política.
Tramita na Justiça Federal (JF para os íntimos) Ação de Improbidade Administrativa proposta pelo Município de Rosário contra o ex-prefeito Calvet Filho, a ex-prefeita Irlahi Moraes e ex-secretárias municipais de Saúde, discutindo supostas irregularidades apontadas em auditoria federal na área da saúde. O valor debatido ultrapassa R$ 3,5 milhões.
O que mais chama atenção não é apenas o montante envolvido.
É o silêncio.
Durante meses, o processo desapareceu. Não foi arquivado. Não foi julgado. Não foi encerrado.
Simplesmente saiu do holofote.
Agora, porém, a existência da ação volta a despertar um burburinho entre os “fofoqueiros” sobre a gestão dos recursos públicos e sobre quais desdobramentos poderão surgir ao longo da tramitação judicial.
A pergunta que não quer calar:
Como um processo que discute mais de R$ 3 milhões em recursos da saúde conseguiu ficar “na moita”?
A resposta, por enquanto, continua nos autos.
O espaço segue aberto…