Enquanto o Maranhão acompanha o avanço de denúncias envolvendo a gestão do prefeito Mecinho, em São João Batista, cresce nos bastidores políticos da Baixada Maranhense a pressão por respostas. A sequência de fatos que envolve a administração municipal já provoca questionamentos sobre fiscalização, aplicação de recursos públicos e responsabilidade administrativa.
Entre os episódios que mais repercutem está a investigação sobre um suposto rombo superior a R$ 16 milhões nas contas da Prefeitura. O caso levanta dúvidas sobre possível descontrole fiscal, falhas de gestão e destino dos recursos públicos. Paralelamente, denúncias de nepotismo, contratações durante o período eleitoral e contratos milionários passaram a dominar o debate político no município.
A situação ganhou novos ares após o desabamento do teto da Escola Ângela Maria Corrêa, no povoado Coroatá, ocorrido nesta quinta-feira. O fato gerou indignação porque a unidade havia sido inaugurada há poucos meses, em janeiro de 2026, pela própria Prefeitura.
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Informações disponíveis no Portal da Transparência mostram que a empresa RC Construtora & Empreendimentos LTDA, inscrita no CNPJ nº 16.723.052/0001-26, recebeu mais de R$ 290 mil pela construção da escola onde ocorreu o desabamento, além de outras duas unidades escolares.
O episódio reacendeu cobranças sobre a qualidade das obras públicas executadas pela atual gestão e levantou questionamentos sobre a fiscalização técnica dos serviços. Moradores passaram a cobrar esclarecimentos sobre a aplicação dos recursos destinados à infraestrutura da educação municipal.
Além disso, os gastos da administração com manutenção, reformas e construção de prédios ligados à Secretaria Municipal de Educação já ultrapassariam R$ 2,1 milhões, segundo dados públicos.
Nos bastidores, também seguem repercutindo denúncias envolvendo familiares em cargos estratégicos da Prefeitura e centenas de contratações realizadas em período eleitoral, situação que vem sendo alvo de críticas da oposição e de parte da população.
Diante da sequência de denúncias, cresce a expectativa para que órgãos como o Ministério Público do Maranhão e o Tribunal de Contas do Estado aprofundem as apurações.
Em São João Batista, o clima já deixou de ser apenas político. Nas ruas, moradores cobram transparência, fiscalização e eventual responsabilização caso irregularidades sejam confirmadas.
