
O que deveria ser um ambiente voltado ao cuidado da população virou motivo de apreensão entre trabalhadores do Hospital Hospital Genésio Rêgo. Nos bastidores da unidade, relatos de demissões em massa, pressão política e insegurança funcional vêm provocando um clima de tensão entre servidores e terceirizados.
Segundo denúncias encaminhadas por profissionais da própria unidade, exonerações e desligamentos estariam acontecendo em sequência nas últimas semanas. Funcionários afirmam que o cenário teria deixado de ser apenas administrativo e passado a envolver critérios políticos internos.
De acordo com os relatos, trabalhadores de setores como recepção, enfermagem, maqueiros, limpeza, copa e apoio estariam sendo substituídos em meio a uma suposta reorganização ligada a interesses políticos. Nos corredores do hospital, o comentário é de que profissionais que não demonstrariam alinhamento com determinados grupos acabariam perdendo espaço dentro da estrutura da unidade.
As denúncias citam influência de lideranças políticas ligadas ao entorno do deputado Neto Evangelista e da vereadora Tay Evangelista, nomes que passaram a ser associados, nos bastidores, às recentes mudanças ocorridas dentro do hospital. Até mesmo servidores antigos e profissionais historicamente ligados à base do governo estadual afirmam estar inseguros diante do atual cenário.
Enquanto isso, trabalhadores também relatam dificuldades estruturais dentro da unidade. Entre as principais reclamações estão aparelhos de ar-condicionado sem funcionamento, ambientes excessivamente quentes, desgaste das equipes e sensação de abandono administrativo. Há quem diga que o desgaste emocional dos profissionais já começa a impactar diretamente a rotina de atendimento aos pacientes.
O clima interno, segundo os relatos, é de medo, silêncio e instabilidade. Muitos funcionários evitam falar publicamente sobre o assunto por receio de represálias ou novos desligamentos.