Em Palmeirândia, ninguém se elege sozinho — e todo mundo sabe disso. Por isso, o silêncio do vereador Marcos Vinicius Martins Mendes, o Marquinhos de Greg, já não é mais visto como prudência. Está sendo interpretado como escolha.
Ele chegou à Câmara embalado por uma construção política robusta, que teve articulação, apoio e investimento pesado. Nos bastidores, um nome sempre foi tratado como peça-chave nesse processo: Vagma Serra Birino, a Vagma Trinta, apontada por muitos como a “madrinha” da candidatura.
Mas o que se vê agora é outra história.
Distante, calado e cada vez mais seletivo nas suas posições, Marquinhos parece ter encontrado novos caminhos — e, ao que tudo indica, novas prioridades. Nos corredores políticos, já se fala abertamente que existem “70 motivos” para esse reposicionamento. Coincidência ou não, todos eles apontam na mesma direção: os interesses do atual comando do Executivo municipal.
E aí o questionamento deixou de ser sussurro e virou conversa aberta: Marquinhos mudou de lado ou apenas está se adaptando ao poder?
Em cidade pequena, esse tipo de movimento não passa despercebido. Apoio político não é só voto — é lealdade, é compromisso firmado na base da confiança. Quando isso começa a ruir, o desgaste é rápido e público.
O vereador segue em silêncio. Mas, nesse caso, o silêncio não é neutro — ele tem endereço, tem contexto e, ao que parece, tem motivação.
E em Palmeirândia, todo mundo já entendeu: quando surgem “70 motivos” para mudar de postura, dificilmente é por acaso.
