Em Paço do Lumiar, uma série de obras recentes reacendeu um debate que costuma aparecer em períodos políticos: o peso das entregas na memória do eleitor. A parceria entre o governo de Carlos Brandão e a gestão do prefeito Fred Campos colocou nas ruas equipamentos e serviços que mudaram a paisagem e o dia a dia da população.
Nos bairros, os exemplos são visíveis: a Feira da Vila Epitácio Cafeteira saiu do papel depois de anos de espera; praças no Paranã, Manaíra e na Avenida 01, no Maiobão, transformaram áreas abandonadas em espaços de lazer; ruas começaram a receber pavimentação; além de ações como restaurante popular, ambulância, cursos profissionalizantes e melhorias na rede de saúde.
Com esse conjunto de obras, a pergunta começa a circular de forma cada vez mais direta: o povo de Paço do Lumiar será ingrato? Para alguns, não há dúvida de que as entregas representam avanço concreto e deveriam pesar na hora de avaliar quem está à frente dessas parcerias e projetos.
Outros, porém, enxergam de forma diferente. Argumentam que obra pública não é favor, é dever — resultado de recursos pagos pela própria população. Nesse ponto de vista, o voto não deve ser guiado por gratidão, mas por uma avaliação mais ampla, que considere também o presente e o futuro.
No fim das contas, o que está em jogo não é apenas a quantidade de obras, mas a forma como cada morador interpreta essas mudanças. Entre reconhecimento e cobrança, Paço do Lumiar entra em mais um momento decisivo, onde a resposta não vem pronta — ela se forma na consciência de cada eleitor.
