A atuação de quadrilhas organizadas no ambiente digital tem tornado cada vez mais difícil a identificação de criminosos envolvidos em golpes. De acordo com o Corregedor-geral da OAB/MA, Dr. Ivaldo Praddo, o uso de tecnologia e até inteligência artificial tem elevado o nível de sofisticação das fraudes, incluindo chamadas de vídeo com pessoas se passando por juízes ou promotores.
Apesar das dificuldades nas investigações, algumas operações já resultaram em prisões em Estados como São Paulo e Piauí. No entanto, o Corregedor-geral reconhece que localizar os responsáveis ainda é um desafio, o que tem levado autoridades a priorizarem estratégias de prevenção e conscientização da população.
Nesse cenário, medidas institucionais vêm sendo adotadas para reduzir prejuízos. O Banco Central, por exemplo, passou a adotar mecanismos de rastreamento de valores transferidos via PIX, permitindo, em alguns casos, a recuperação do dinheiro das vítimas. Além disso, decisões judiciais têm determinado o bloqueio de linhas telefônicas utilizadas por golpistas.
