
Uma sequência de processos judiciais que tramitam na justiça começa a chamar atenção nos bastidores do mercado imobiliário da Grande Ilha. Em ambos os casos, o nome que aparece no centro das disputas é o mesmo: Roberto Gomes Santos, que se apresenta como corretor de imóveis e figura como réu em ações distintas envolvendo negociações imobiliárias questionadas na Justiça.
Em um dos processos, uma moradora afirma ter sido induzida a assinar uma procuração pública que poderia permitir a venda de seu próprio imóvel, após acreditar que o documento serviria apenas para viabilizar um financiamento. Segundo a ação judicial, a mulher relata que foi convencida a assinar o instrumento após promessas envolvendo troca de casas e reformas no imóvel, situação que posteriormente teria revelado um possível esquema de fraude para alienação da propriedade.
Já em outra ação que tramita no mesmo juizado, uma aposentada relata ter vendido um imóvel por R$ 50 mil, mas afirma que a transferência da propriedade teria ocorrido sem sua presença no cartório, gerando uma série de transtornos posteriores, como cobranças de contas de água e energia em seu nome. A autora pede indenização por danos morais e afirma que passou meses tentando resolver o problema diretamente com o suposto corretor.
O que chama atenção é que os dois processos foram protocolados praticamente no mesmo período de fevereiro de 2026, sugerindo que os conflitos envolvendo negociações imobiliárias podem não ser casos isolados. Em um dos autos, inclusive, há registro de boletim de ocorrência por estelionato, o que indica que o caso também chegou à esfera policial.
Nos bastidores jurídicos da região, a repetição de disputas envolvendo o mesmo nome levanta questionamentos sobre a segurança das negociações imobiliárias realizadas de forma informal e sobre o risco enfrentado por moradores que confiam em intermediários sem a formalização adequada dos negócios.
Agora, caberá à Justiça analisar as alegações apresentadas nos processos e determinar se houve apenas um conflito contratual entre particulares ou se os episódios revelam algo mais grave envolvendo práticas irregulares no mercado imobiliário local.