A gestão do prefeito Nivaldo Araújo passou a enfrentar novo foco de pressão institucional após recomendação do Ministério Público Federal cobrando providências imediatas sobre a qualidade da internet nas escolas públicas de Alcântara, no Maranhão. O documento oficial exige que a prefeitura instale equipamentos de monitoramento da conexão em todas as unidades da rede municipal.
A recomendação também foi direcionada à secretária municipal de Educação, Neidilene Castro, responsável pela condução da política educacional no município. O órgão federal estabeleceu prazo de 60 dias para que a prefeitura implante o sistema conhecido como Medidor Educação Conectada, ferramenta que mede velocidade, estabilidade e funcionamento real da banda larga nas escolas.
O pedido do MPF surgiu após diagnóstico realizado pelo programa Ministério Público pela Educação, que identificou fragilidades na conectividade das unidades escolares. Em outras palavras, o levantamento levantou dúvidas sobre se a internet contratada pela prefeitura de fato chega às salas de aula ou se permanece restrita a setores administrativos da gestão.
Além da instalação dos equipamentos, o município deverá apresentar ao MPF, em até 15 dias após a implementação, um relatório detalhado com a situação da internet em cada escola. O documento deverá informar dados técnicos da conexão e apontar eventuais falhas ou limitações no serviço oferecido.
Embora a recomendação não signifique, por si só, a constatação de irregularidades, o movimento do MPF acende um alerta sobre a gestão da infraestrutura digital nas escolas municipais. Caso a orientação não seja cumprida, o órgão poderá avaliar a adoção de medidas administrativas ou judiciais cabíveis, conforme prevê a legislação.
No pano de fundo da cobrança está uma questão que passa a ecoar entre pais, professores e gestores educacionais do município: se a educação moderna depende cada vez mais de acesso digital, por que ainda existem dúvidas sobre a qualidade da internet oferecida nas escolas públicas de Alcântara?
