
Em meio às discussões que vão balizar as Eleições Gerais de 2026, o Conselho Federal de Contabilidade marcou presença e subiu o tom em defesa de um processo eleitoral mais transparente, moderno e juridicamente seguro. Nesta quarta-feira (4), durante audiências públicas no Tribunal Superior Eleitoral, a entidade apresentou contribuições técnicas às minutas de resoluções que servirão de guia para o próximo pleito.
Representando o CFC, o presidente Joaquim Bezerra destacou a parceria histórica com a Justiça Eleitoral, construída ao longo de mais de duas décadas. Segundo ele, a evolução das normas de prestação de contas levou o país a um novo patamar, com regras contábeis específicas para partidos e eleições — um avanço que fortalece a governança, a segurança patrimonial e a transparência.
“Esse conjunto de medidas agiliza os processos, garante instrução completa nos autos e eleva a segurança jurídica”, afirmou Bezerra, defendendo julgamentos mais céleres e informações contábeis confiáveis para a sociedade e para a Justiça Eleitoral. Também participaram da audiência o vice-presidente de Governança e Gestão Estratégica do CFC, Haroldo Santos, e o conselheiro Bruno Sitônio.
Na mesma linha, Haroldo Santos reforçou que a colaboração entre CFC e TSE é contínua e estratégica.
“Cada degrau vencido reduz assimetrias regulatórias e entrega mais integridade ao sistema. A Contabilidade brasileira está, mais uma vez, a serviço do país”, resumiu.
O que vem pela frente
As propostas apresentadas pelo CFC e por outras entidades da sociedade civil agora entram na mesa dos ministros relatores do TSE. A expectativa é que as resoluções finais consolidem um ambiente eleitoral ainda mais seguro, com a contabilidade consultiva atuando como ferramenta-chave de prevenção a ilícitos e de fortalecimento da democracia. Até 2026, o CFC seguirá acompanhando de perto a transição normativa e oferecendo suporte técnico aos profissionais que estarão na linha de frente do processo eleitoral.

