Em pleno ano de 2026, a Câmara Municipal de Paço do Lumiar já realizou pelo menos duas sessões com debates de interesse direto da população luminense. Mas uma ausência não passou despercebida — e não foi por motivo de saúde, missão oficial ou agenda institucional.
Longe do plenário e das obrigações do mandato, a vereadora Kamilla Belfort está em passeio pela Itália, fazendo questão de exibir nas redes sociais uma rotina de luxo que contrasta com a dura realidade do eleitor que a elegeu. A postura reforça a imagem de uma vida estilo “patricinha de Beverly Hills”, completamente desconectada do município que deveria representar.
Filha de um pai que saiu do empresariado envolto em polêmicas para se tornar até dono de time de futebol, Kamilla volta a expor sem constrangimento um padrão de vida inalcançável para a maioria dos luminenses. A pergunta que não quer calar corre solta nas ruas: a viagem será bancada com recursos próprios ou o contribuinte vai acabar pagando a conta?
Em Paço do Lumiar, onde o salário do trabalhador mal garante o sustento do mês, uma passagem internacional segue sendo um sonho distante — especialmente para o vendedor de peixe da feira do Maiobão, que conhece de perto o peso do custo de vida. Enquanto isso, parte da classe política parece tratar o mandato como passe livre para o turismo internacional.
O eleitor atento observa, questiona e cobra. Mandato não é férias, e cargo público não é prêmio. A conta, cedo ou tarde, chega…

