A presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Iracema Vale, anunciou nesta quarta-feira (4) sua saída do PSB para o MDB — um movimento pontual, calculado e com prazo. A permanência deve ser de cerca de 40 dias, tempo necessário para regularizar a atuação parlamentar, garantir participação em comissões e blocos e evitar que a oposição amplie espaço na Casa.
Nos bastidores, o destino eleitoral segue claro: o PT. A troca, portanto, não é ruptura, mas estratégia enquanto se aguarda a definição formal do diretório nacional petista até 4 de abril, quando se encerra a janela partidária — aberta em 10 de março — que permite a mudança sem risco de mandato.
Em nota, Iracema foi direta ao ponto ao explicar que a decisão visa estabilidade institucional enquanto o grupo político liderado pelo governador Carlos Brandão conclui as definições. A mensagem reforça lealdade ao projeto e foco em resultados sociais, com atenção aos que mais precisam.
A saída do PSB ocorreu em clima amistoso, após a polêmica expulsão de parlamentares — posteriormente anulada pela Justiça. Em um acordo de cavalheiros, a base governista buscou novas legendas, deixando o PSB reposicionado na oposição. Matemática parlamentar pura: ficar sem partido significaria ceder vagas em comissões e enfraquecer a base — algo fora de cogitação.
Circulam narrativas de “desalinhamento” com o PT. Fato: não procede. Iracema tem até 4 de abril para a posição do diretório nacional, e o jogo segue sendo jogado dentro das regras. O governo não perderia musculatura nas comissões — e não perdeu.
O nome de Iracema cresce. Ela foi indicada por lideranças petistas para compor a chapa do secretário Orleans Brandão como candidata ao Senado e também é cotada para a vice-governadoria.
Resumo da ópera: a ida ao MDB não é um adeus ao PT. Quem sabe, um “até logo”, com cálculo, tempo e objetivo. Política se faz com discurso — e com conta fechada…

