
A política de Paço do Lumiar ganhou um capítulo indigesto para o contribuinte. Levantamento oficial da Câmara Municipal de Paço do Lumiar revela quem são os 7 vereadores mais faltosos de 2025 — e o dado que esgota a paciência popular: todas as sessões do ano foram virtuais. Não teve trânsito, não teve chuva, não teve plenário. Era só entrar no link. Mesmo assim, cadeiras digitais ficaram vazias. Outros, empolgados, glorificaram os ‘100% de rendimento’…
A lista começa com Paulo Henrique, Vice-Presidente, que deveria ser exemplo, presente em apenas 63% das sessões (45 de 71). Logo atrás vêm o experiente Kerlon “Miau” Oliveira (66%), Leonardo Laci (da Raposa) (70%) e Leandro de Orlete (dispensa comentários) (73%). Fechando o grupo dos sete, aparecem Prof. Carmen Aroso (máximo respeito), Fernandinho e Rafael Neves, todos com 89% de assiduidade — abaixo do padrão majoritário da Casa, onde há índices acima de 90% e até presença integral.
As Escrituras Sagradas dizem que Deus trabalhou seis dias e descansou no sétimo. Em Paço do Lumiar, o eleitor começa a se perguntar quem anda descansando antes do trabalho. Vereador é funcionário do povo, pago para deliberar, fiscalizar e decidir. Quando falta, o município perde — perde voz, perde fiscalização, perde resposta.
Detalhe: a Câmara deve retornar as sessões presenciais em janeiro de 2026, no novo prédio do Legislativo. Acabou o conforto do “mandato remoto”. A partir daí, o teste será público e implacável: quem faltou quando era fácil vai aparecer quando for olho no olho? A opinião pública já respondeu — presença não é favor, é obrigação…
