O comentário público do deputado federal Rubens Pereira Júnior, ao defender Eduardo Braide no episódio do pedido de cassação, expôs uma fissura que vinha sendo abafada no dinismo e deixou claro que parte do grupo ligado ao ex-governador Flávio Dino já caminha para apoiar o prefeito da capital na disputa pelo governo do Estado. Após sucessivas tensões com o Palácio dos Leões e diante da estagnação do nome de Felipe Camarão, cresce nos bastidores a avaliação de que Braide é a única alternativa viável para representar os dissidentes do dinismo— e um anúncio oficial dessa aproximação deve ocorrer já em fevereiro.
Enquanto isso, o pedido de cassação apresentado na Câmara Municipal — visto por aliados e pela população como “perseguição política” — acabou produzindo efeito contrário ao esperado por nomes ligado aos Leões. A reação popular foi avassaladora: centenas de comentários em defesa de Braide, manifestações espontâneas e até ameaças de mobilização nas ruas mostraram que a tentativa de fragilizá-lo apenas reforçou sua imagem de gestor perseguido e o elevou à condição de potencial “vítima institucional”, narrativa que tende a impulsioná-lo ainda mais na corrida sucessória.
Nesse cenário, o Palácio dos Leões se vê isolado, enquanto Braide capitaliza apoio orgânico e recebe sinais públicos de figuras estratégicas como Rubens Júnior. A leitura predominante nos meios políticos é de que o pedido de cassação transformou-se no marco inaugural da reorganização de forças no Maranhão, consolidando Braide como protagonista do campo oposicionista e revelando que outras forças políticas perderam o controle sobre parte da antiga base dinista. O movimento que começou com um comentário nas redes pode ser, na prática, o início da nova rota para 2026.
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