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Caxias: Grupo Gentil vive tensão interna crescente; clima de ruptura política é considerado irreversível por analistas

Neto Cruz, 27 de novembro de 2025

Os bastidores da política caxiense estão mais carregados do que nunca. O que antes circulava apenas em conversas reservadas hoje se tornou tema recorrente entre analistas, vereadores e lideranças municipais: o grupo Gentil atravessa seu momento de maior fragilidade, e especialistas ouvidos pela reportagem entendem que o ambiente interno sugere sinais de desgaste profundo. A relação política entre o vereador Gil Ricardo e seus irmãos, Gilbran e Márcio Maranhão — antes apontados como figuras estratégicas dentro do agrupamento — estaria estremecida a ponto de gerar especulações sobre um possível distanciamento.

De acordo com avaliações de pessoas próximas ao governo e de interlocutores tradicionais da política local, o descontentamento não se limita a esse núcleo familiar. Nas últimas semanas, cresceu entre aliados a percepção de que a gestão enfrenta dificuldades de articulação e comunicação interna, o que tem provocado desconforto no grupo. Enquanto vereadores relatam receber cobranças intensas da população, comenta-se nos bastidores que o chefe do Executivo estaria priorizando estratégias de comunicação mais voltadas ao ambiente digital, o que parte da base política considera insuficiente para enfrentar a realidade administrativa diária do município.

Entre lideranças que acompanham o cenário, o sentimento descrito é que setores do grupo se sentem politicamente desassistidos. Esse incômodo alimenta um movimento silencioso, mas crescente, de reaproximação de parlamentares com outras lideranças políticas de Caxias, entre elas Ferdinan Coutinho, que tem ampliado espaços justamente no vácuo deixado por esse desgaste. A avaliação de vereadores que conversaram reservadamente com a coluna é que sustentar politicamente a atual gestão, neste momento, traria custos eleitorais significativos.

Do ponto de vista político, a leitura predominante nos bastidores é que uma eventual ruptura formal de algum dos atores centrais poderia produzir um efeito dominó. O governo, segundo analistas, opera hoje com uma base extremamente sensível — qualquer fissura mínima pode gerar impactos expressivos no tabuleiro eleitoral.

O grupo dos Coutinho, por outro lado, tem circulado com discurso de articulação, diálogo e presença institucional. Aliados que hoje demonstram inquietação afirmam que o atual ambiente da gestão não reproduz mais essas características, o que aumenta o movimento migratório dentro da classe política.

Um ponto que desperta maior apreensão entre observadores é que os irmãos ligados ao vereador, por sua longa atuação política, conhecem profundamente a estrutura do grupo Gentil. Informações que circulam — sempre em tom de bastidor e sem confirmação oficial — dão conta de que eles teriam participado de articulações estratégicas ao longo dos últimos ciclos eleitorais. Analistas avaliam que, caso um rompimento se concretize, eventuais declarações públicas poderiam expor fragilidades internas e ampliar ainda mais o desgaste político da gestão.

Alguns comentários que circulam na cidade e entre lideranças dão conta de que:

• haveria questionamentos envolvendo práticas de campanha atribuídas a colaboradores do grupo, cuja apuração caberia exclusivamente às autoridades competentes;

• interlocutores mencionam movimentações financeiras que, segundo fontes, seriam típicas de períodos eleitorais, mas todas essas informações carecem de confirmação documental;

• comenta-se ainda, em tom especulativo, que conteúdos digitais controversos divulgados nas eleições de 2024 teriam origem atribuída a terceiros, sem comprovação pública até o momento.

Nenhuma dessas versões foi formalmente confirmada, e todas permanecem no campo das alegações e percepções políticas, ressaltam os especialistas ouvidos pela reportagem.

O fato é que Caxias vive um ambiente de alta tensão política. Aliados se movimentam cautelosamente, parte da base busca novos caminhos, e o governo enfrenta um desgaste visível nas ruas e nos bastidores. A poucos meses do início do ciclo eleitoral de 2026, a percepção dominante entre lideranças e analistas é clara:

Para muitos, o processo de desintegração não é mais uma possibilidade futura — é uma realidade já em curso.

 

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