A cena política do Maranhão voltou a esquentar após uma sucessão de episódios que colocaram o deputado federal Aluísio Mendes no centro de uma forte reação institucional em Santa Rita — e, ao mesmo tempo, impulsionaram a defesa pública ao médico e pré-candidato ao Senado Hilton Gonçalo.
Tudo começou com um conflito aparentemente simples: a retirada de uma placa instalada de forma irregular às margens da BR-135. Segundo a Prefeitura de Santa Rita, o objeto — colocado por Luiza Calvet, ex-candidata derrotada em 2024 — representava risco à segurança e violava normas municipais. A remoção foi executada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura, comandada por Ivo André, em cumprimento direto à legislação.
Mesmo assim, em uma tentativa considerada precipitada e politicamente motivada, Aluísio Mendes acusou Hilton Gonçalo de ter ordenado a retirada da placa, transformando um ato administrativo rotineiro em ataque pessoal.
A acusação foi imediatamente rebatida no plenário da Assembleia Legislativa pelo deputado estadual Othelino Neto, que classificou a postura de Aluísio como “irresponsável” e “politicamente distorcida”. Para Othelino, o deputado federal preferiu fabricar um conflito local em vez de concentrar sua atuação em temas que realmente importam ao país.
“Em vez de arrumar confusão, Aluísio Mendes deveria era ter votado contra a PEC da Blindagem”, disparou Othelino, lembrando que o parlamentar apoiou a controversa proposta conhecida nacionalmente como “PEC da Blindagem”, vista por diversos setores como um obstáculo ao combate à corrupção.
Othelino também afirmou que causa “espanto” ver um deputado federal usar o mandato para atacar prefeitos e criar narrativas falsas, quando deveria se ocupar das grandes votações que impactam diretamente o povo maranhense.
Câmara de Santa Rita reage: Aluísio Mendes é declarado persona non grata
O desgaste tomou proporções ainda maiores quando, no dia 14 de novembro, a Câmara Municipal de Santa Rita aprovou o Projeto de Lei nº 28/2005, declarando Aluísio Mendes persona non grata no território do município. A medida, embora simbólica, carrega um peso político de grande repercussão.
O texto aprovado pelos vereadores registra repúdio institucional às atitudes do deputado, classificadas como ofensivas e incompatíveis com os valores e interesses da cidade. Segundo a justificativa, suas declarações recentes geraram constrangimento público, indignação popular e repercussão negativa contra ações institucionais e lideranças.
A votação, realizada no Plenário Calixto Santos e assinada pelo secretário Júnior Enfermeiro, representa a resposta formal do Legislativo santarritense ao comportamento considerado desrespeitoso por parte do parlamentar.
“É um recado claro: Santa Rita não aceita ataques injustos ou tentativas de manipular fatos para fins pessoais”, disse um vereador durante a discussão da matéria.
Hilton Gonçalo sai fortalecido do episódio
Enquanto Aluísio Mendes acumula desgaste político, o médico e pré-candidato ao Senado Hilton Gonçalo aparece cada vez mais como vítima de ataques infundados — o que, paradoxalmente, reforça sua imagem entre aliados e no cenário estadual.
A narrativa construída por seus defensores é simples e poderosa:
Hilton foi injustamente acusado, a lei foi cumprida, e quem tentou distorcer os fatos acabou punido politicamente.
O clima de tensão deixa claro que os municípios maranhenses estão menos tolerantes a ataques externos e mais atentos à defesa de sua autonomia institucional.
No fim das contas, Santa Rita enviou um sinal forte ao estado:
quem desrespeita o município, enfrenta o município.
E, no mesmo movimento, Hilton Gonçalo emerge como o nome que — mesmo sob ataques — cresceu politicamente com o episódio.


