A anulação do último concurso público realizado em Rosário segue no centro do debate local. A atual gestão, liderada pelo prefeito Jonas Magno, justifica a decisão apontando falhas herdadas da administração anterior. Durante participação no podcast “Rosário Pod”, o secretário municipal de Governo, Rômulo Baldez, afirmou que o processo licitatório que originou o certame não foi localizado, o que inviabilizou a homologação por falta de segurança jurídica.
Segundo o secretário, o parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE) confirmou denúncias de que o concurso não tinha previsão orçamentária. Outro ponto crítico, segundo ele, foi o recolhimento das taxas de inscrição diretamente pela empresa responsável, a FUNATEC, sem repasse ao município — prática considerada ilegal. Rômulo defendeu que as inscrições deveriam ter sido arrecadadas pela prefeitura, que faria o pagamento à organizadora.
Baldez também criticou a gestão do ex-prefeito de Rosário, Calvet Filho, acusando-o de ter realizado o concurso “em tempo inábil”, com motivação eleitoral. Ele afirmou que o atual governo planeja lançar um novo certame, com cargos mais alinhados às demandas técnicas da administração, como topógrafos e engenheiros agrônomos, para elevar a qualidade do serviço público na cidade.
