Em Imperatriz, o Ministério Público decidiu apertar o cerco contra a Prefeitura e transformou em procedimento administrativo a investigação sobre as obras de acesso ao Residencial JK. Trata-se de uma simples via de 1,5 km que deveria estar pavimentada há muito tempo, mas que virou um calvário para os moradores. A demora já é vista como descaso e incompetência da gestão.
A promotoria quer saber por que a Prefeitura insiste em empurrar a responsabilidade, enquanto famílias inteiras enfrentam dificuldades diárias para chegar e sair do residencial. A cobrança atinge também a SINFRA, que terá de apresentar documentos, contratos e prazos de entrega. Tudo isso em meio à crescente insatisfação popular, que já transformou a obra inacabada em símbolo do abandono.
O desgaste é inevitável: a cada metro de lama e poeira, a imagem da Prefeitura se afunda ainda mais. Em ano pré-eleitoral, a pressão do MP pode ser o empurrão final para transformar o caso em palanque da oposição, que não perde a oportunidade de apontar a incompetência administrativa. Imperatriz virou vitrine de promessa não cumprida, e a conta política já começa a chegar.
