O Ministério Público do Maranhão instaurou procedimento para apurar a possível inconstitucionalidade da Lei Municipal nº 388/2025, aprovada em Cidelândia. A norma criou cargos comissionados e gratificações (CET) que, segundo a Promotoria, deveriam ser providos por concurso público, em respeito ao princípio constitucional da impessoalidade e da legalidade.
Paralelamente à investigação jurídica, a cidade mergulhou em uma crise política. A Câmara Municipal de Cidelândia se vê no centro de um turbilhão após denúncias de irregularidades envolvendo o prefeito Eustáquio Sampaio (PSB). Com a pressão popular e a abertura de apurações pelo MP e pelo TCE, vereadores discutem a possibilidade de afastamento preventivo do gestor. O cenário já levou o vice-prefeito Maxwell Oliveira (Republicanos) e o ex-prefeito Ivan Antunes a ameaçarem deixar o grupo político do governador Carlos Brandão.
O caso coloca Cidelândia diante de um clima de instabilidade institucional, com a população exigindo respostas rápidas e os parlamentares pressionados a agir. À medida que as investigações avançam, cresce a possibilidade de um processo de impeachment municipal, que pode marcar um divisor de águas na história política local. A reportagem especial sobre o caso foi intitulada Egocidelândia, em alusão à disputa de forças e ao desgaste das lideranças no município.

