
A influenciadora digital Andressa Taína Lima de Sousa, agora ré confessa em um escândalo envolvendo o famigerado “jogo do tigrinho”, protagoniza mais um capítulo vergonhoso: mesmo presa por ameaçar de morte pessoas que denunciaram o esquema, a autointitulada criadora de conteúdo resolveu acionar a Justiça pedindo a reativação de sua conta no Instagram.
Tainá teve sua conta suspensa pela Meta no dia 18 de junho de 2025, supostamente sem aviso prévio. O detalhe? A suspensão veio justamente após denúncias em massa de usuários sobre conteúdo ilícito, apologia a jogos de azar e uso da rede para perseguição virtual. O Instagram agiu. E agiu tarde.
Mesmo após a exclusão definitiva do perfil — que funcionava como verdadeiro canal de promoção do esquema ilegal disfarçado de “lifestyle” —, a influenciadora procurou o Judiciário, alegando que teve seu “meio de trabalho” suprimido e exigindo indenização por danos morais e materiais. A petição, frágil e genérica, foi corrigida pela Justiça, que deu 15 dias para que ela detalhasse os valores e apresentasse provas do prejuízo, sob pena de indeferimento.
A juíza Larissa Rodrigues Tupinambá Castro, do 6º Juizado Especial Cível de São Luís, deixou claro: não há nos autos qualquer prova robusta de dano patrimonial, e a autora precisa parar de jogar para a plateia e apresentar fatos.
A ironia salta aos olhos: presa por organizar uma lista de “execução” com nomes de pessoas que ousaram denunciar o “jogo do tigrinho”, Tainá quer, do mesmo sistema que ela afrontou, a restauração de sua “voz digital” — não para informar, mas para seguir disseminando fraude, medo e intimidação.
O processo, mais do que um pedido de reativação de conta, expõe a audácia de influenciadores que confundem liberdade de expressão com carta branca para o crime. Felizmente, a Justiça começa a separar o joio do trigo.
Enquanto isso, o recado fica para as plataformas: esperar o dano acontecer para só então agir não é moderação, é omissão.