O castelo de ostentação e aparência milionária de Tainá Sousa desabou nesta sexta-feira (1º), quando a Polícia Civil do Maranhão, por meio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), bateu à porta para cumprir sua prisão preventiva, no rastro da Operação Dinheiro Sujo. De musa das redes sociais a chefe de quadrilha, a influencer agora troca a maquiagem importada pelo cheiro de cela e o som dos flashes pelo barulho do ferro trancando.
A investigação expôs o que ela tentava esconder atrás das lentes: Tainá não apenas liderava a promoção milionária do famigerado “Jogo do Tigrinho”, mas também traçava um plano de sangue para calar quem ousasse denunciá-la. Em sua lista, nomes de peso: o delegado Pedro Adão, o deputado estadual Yglésio Moyses, o jornalista Domingos Costa e o administrador do canal Agenda Maranhão.
O requinte da crueldade aparece nas mensagens recuperadas pela polícia. Ao saber da morte do respeitado jornalista Luís Cardoso, em 11 de abril, Tainá soltou a frase que gela o estômago: “um já foi, agora falta os outros”. Fria, debochada e insensível, comemorou a perda de uma das vozes mais ativas e combativas do jornalismo maranhense, como se fosse apenas mais um ponto em sua lista de acertos.
Mas o rastro de crimes vai muito além: responde por furto mediante fraude ao usar o cartão de crédito de um morto no dia do óbito; é investigada por maus-tratos a animais, depois de dar bebida alcoólica a um cão e postar o vídeo; e, segundo a SEIC, movimentava milhões em lavagem de dinheiro através de veículos de luxo — Range Rover Velar, BMW, Toyota Hilux — todos registrados em nome de laranjas. A Justiça já bloqueou mais de R$ 11,4 milhões ligados ao esquema.
De ícone digital a sinônimo de decadência, Tainá Sousa se tornou o retrato cru e perfeito do destino de quem constrói fortuna na base do crime: a queda é rápida, dura e sem volta.
