O ex-prefeito de Rosário, Calvet Filho (Republicanos), está no centro de uma nova crise política e jurídica: foi denunciado pelo Ministério Público do Maranhão por racismo religioso e pode ser condenado a pagar R$ 20 mil em indenização por atacar publicamente o Mestre Zé Ribeiro, referência cultural e religiosa da comunidade negra maranhense.
Em um vídeo amplamente divulgado nas redes sociais, Calvet afirma que a cidade foi “consagrada a Satanás” porque a faixa de prefeito foi entregue por um “macumbeiro, umbandista”, em referência direta à participação de Zé Ribeiro na posse do atual prefeito Jonas Magno (PDT). O líder do tradicional Tambor de Crioula do povoado Miranda virou alvo do discurso intolerante e preconceituoso de Calvet, que tratou uma manifestação cultural como se fosse um ato demoníaco.
O Ministério Público enquadrou a fala do ex-prefeito nos crimes previstos pelo artigo 140, §3º do Código Penal e artigo 20, §2º da Lei 7.716/89, que trata de práticas discriminatórias por motivo de religião. A promotora Fabíola Faheina, responsável pela denúncia, também pediu a reparação civil dos danos morais causados à vítima e à coletividade, exigindo que Calvet Filho indenize a comunidade em R$ 20 mil pelos ataques. O vídeo, a confissão e os depoimentos constam como provas incontestáveis da prática criminosa.
Rosário: ex-prefeito evangélico é indiciado por crime de intolerância religiosa

