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ROSÁRIO: Ex-prefeito derrotado e investigado Calvet Filho é condenado por agredir Jornalista com atropelamento, soco e tiros; VEJA A SENTENÇA

Neto Cruz, 16 de junho de 202516 de junho de 2025
Quadrilha de Calvet Filho segue solta, mesmo após sentença por agressão a Jornalista. Com camisa da causa autista, famigerado ex-gestor não deixou nada concreto para as crianças de Rosário…

Enquanto o povo nordestino acende a fogueira, dança quadrilha e celebra a cultura popular no São João, em Rosário, o que se assiste é um verdadeiro arraial da corrupção, onde os fogos não são de artifício, mas de revolta. A estrela do arraial? O ex-prefeito José Nilton Calvet Filho, que parece brincar de quadrilha com os recursos públicos e, agora, com a dignidade humana — como deixou claro uma sentença judicial divulgada nesta última semana.

SÃO JOÃO COM TIRO, SOCOS E REVELIA

No último 12 de junho, enquanto muitos compravam milho e buscavam bandeirolas, o Judiciário do Maranhão expôs em praça pública um capítulo sombrio: Calvet Filho foi condenado a pagar R$ 30 mil de indenização por danos morais ao jornalista Antônio Carlos Muniz, da VTV Record, após o mesmo ter sido brutalmente agredido pelo ex-prefeito em plena luz do dia, enquanto cumpria seu ofício de mostrar a realidade da cidade. O ataque incluiu tentativa de atropelamento, soco no peito e até tiros disparados para o alto. Cena de filme? Não. Realidade rosariense. Um São João com cheiro de pólvora e autoritarismo.

O mais revoltante: Calvet sequer se deu ao trabalho de comparecer à audiência. Foi revel, num processo onde nem se dignou a contestar os fatos. A Justiça, diante da agressão covarde e do trauma psicológico imposto à vítima — que precisou até de acompanhamento médico —, reconheceu: o dano moral foi inquestionável e brutal. O juiz não dançou quadrilha com os fatos. Condenou.

O BOI É O POVO: ENQUANTO O POVO PULA FOGUEIRA, CALVET PULA AS LEIS

Mas essa não é a única bandeira queimada por Calvet. A ficha corrida do ex-prefeito é mais extensa que corda de pau de quadrilha:

Filha aprovada em medicina em faculdade de elite cuja mensalidade ultrapassa o próprio salário de prefeito — milagre bíblico da multiplicação salarial? Não, é o São João da farra com dinheiro público.

Investigado por rachadinha com amante, tendo montado um esquema para pagar mesada com dinheiro da Prefeitura a uma funcionária fantasma que, segundo o MP, era apenas laranja de Rosana Nunes, sua suposta amante — que depois ainda protagonizou cena de pancadaria com a primeira-dama e a sogra do prefeito. Quebradeira de arraial!

443 depósitos suspeitos entre 2021 e 2023 somando mais de R$ 1,3 milhão, segundo relatório do Coaf — tudo sem origem identificada. Se fosse uma barraca de bingo junino, até se explicava. Mas isso é crime.

Contas públicas reprovadas, com déficit de R$ 1,5 milhão, gastos acima do limite legal com pessoal e menos de 25% aplicados na educação — calote na lei e nos sonhos da juventude.

Cassação na Câmara de Rosário, processo de improbidade administrativa e escândalos de rachadinhas. A fogueira já está montada, só falta o boneco.

Alegações de uso de laranjas para ocultação de patrimônio, com familiares ostentando veículos de luxo enquanto a cidade patina na precariedade.

Contratações ilegais de servidores, barradas por medida cautelar do TCE — foram mais de 1.800 contratações consideradas irregulares, num verdadeiro balaio de gato na folha da Prefeitura.

PROMOTORIA OU PARÓDIA?

Como se tudo isso não bastasse, a cereja do bolo de milho: Calvet Filho foi recentemente visto ao lado de uma promotora do Ministério Público, rindo em evento social, como se não estivesse atolado até o pescoço em investigações do próprio GAECO. A cena indignou a população e reforçou o coro: “Vai acabar em pizza!”

QUADRILHA DE LUXO, FIM DE LINHA À VISTA

Entre arraiás, rachadinhas, agressões, amantes e depósitos suspeitos, o que se desenha é um retrato podre do que não se espera de um gestor público. Calvet Filho, que deveria ter sido o mestre de cerimônia do progresso de Rosário, tornou-se protagonista de um São João das Trevas.

Resta saber se a Justiça terá coragem de transformar essa sentença em início de uma verdadeira fogueira da limpeza política. Porque o povo de Rosário já cansou de brincar de palhaço.

Enquanto isso, nas ruas da cidade, a pergunta que não se cala ecoa como grito de quadrilha:

— Êita, São João… e a cadeia, vai ou não vai chegar?

VEJA NA ÍNTEGRA:

Por Neto Cruz, Advogado (OAB-MA 29371), Contador (CRCMA 012900/O-3) e Jornalista (DRT 1792/MA) 
Investigativo, irreverente e imparável…

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