
Paulo Victor não tem lado. Tem interesses. E a cada novo movimento político maranhense, o presidente da Câmara de São Luís muda de camisa com a mesma facilidade com que publica uma foto nas redes sociais. A coerência, definitivamente, não é o forte do vereador. Sua lealdade é volátil, descartável e moldada unicamente pela conveniência do momento.
Até outro dia, Paulo Victor estava em campanha aberta pelo vice-governador Felipe Camarão. Carregava vereadores pelo braço para posar ao lado do petista, numa tentativa desesperada de criar musculatura para um projeto que, na cabeça dele, já era dado como certo: Brandão renunciaria em 2026 e Camarão assumiria o governo, abrindo espaço para uma reeleição. Ingenuidade ou má-fé política? Talvez os dois, com forças Supremas…
Com o cinismo que lhe é peculiar, Paulo Victor apostou todas as suas fichas nesse cenário. Repetia aos quatro ventos que Camarão era “o nome” e que o grupo político já deveria se alinhar ao vice. Até então, Brandão era tratado de forma fria, um figurante prestes a deixar o palco. Só que o governador não só continua no jogo como agora começou a mostrar quem realmente manda.
Ao perceber que Brandão está em plena articulação para viabilizar a candidatura do seu pupilo, Orleans Brandão, e revés do vice, Paulo Victor deu a guinada que só os políticos sem um pingo de vergonha na cara conseguem fazer com naturalidade. Nesta semana, apareceu bajulando o governador nas redes sociais com um papo genérico de “alinhamento de ideias”. Ajoelhou. Puxou o saco. Tentou apagar o passado recente com um post.
Essa atitude não surpreende. Paulo Victor já mostrou que joga conforme o vento. Se amanhã o cenário mudar novamente, ele mudará também, sem qualquer constrangimento, como se o eleitor fosse idiota e não percebesse a encenação.
O problema não é só a falta de firmeza. É a total ausência de caráter político. Paulo Victor representa a pior face do jogo de poder: a do político que não defende ideias, não tem projeto de cidade, não tem compromisso com o povo. Só tem ambição.
Enquanto os bastidores pegam fogo com articulações para 2026, Paulo Victor continua desfilando sua incoerência como se fosse virtude. Para ele, política é palco, e o papel que interpreta muda de acordo com quem estiver dirigindo o espetáculo.
Mas o público já começou a perceber que o ator é fraco e o script, previsível…
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