O ex-prefeito de Coroatá, Luís Mendes Ferreira Filho e quatro ex-secretários municipais são alvo de uma denúncia apresentada ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Ministério Público do Maranhão (MPMA). Eles são acusados de desviar mais de R$ 840 mil que deveriam ter sido repassados a instituições financeiras em decorrência de descontos em folha de pagamento de servidores públicos.
De acordo com a denúncia, os desvios ocorreram entre 2017 e 2020 e também em parte da gestão 2021-2024. Durante esse período, a administração municipal firmou convênios com a Caixa Econômica Federal e com o Banco Bradesco para facilitar o acesso dos servidores a empréstimos consignados. O esquema previa o desconto das parcelas diretamente nos contracheques dos funcionários, com posterior repasse às instituições. No entanto, o município deixou de transferir R$ 247.052,57 à Caixa e R$ 531.097,33 ao Bradesco, além de R$ 65.311,84 em valores adicionais.
Segundo a investigação, os recursos foram efetivamente descontados dos salários dos servidores, mas desviados para outros fins, configurando crime de peculato. A prática violou princípios constitucionais como legalidade, moralidade e eficiência, prejudicando tanto os servidores quanto os bancos conveniados.
Além do ex-prefeito, também foram denunciados Martinho Alves Urbano Filho, ex-secretário de Finanças; Gealbson Urquisa Viana, ex-contador do município; Manoel Sansão da Silva Filho, ex-secretário municipal, e Joelma Nascimento Rios, ex-secretária de Administração. Todos são apontados como responsáveis pela operação do esquema.
O caso está sendo apurado pela Promotoria de Justiça de Coroatá, sob responsabilidade da promotora Aline Silva Albuquerque. Como os valores desviados envolvem recursos de uma instituição financeira federal, o Ministério Público Federal também deverá atuar no processo.
