
O suspeito de ter cometido o estupro de uma mulher no último sábado (18) no Parque Atlântico, em São Luís, foi capturado pela Polícia Civil do Maranhão na noite de segunda-feira (20), na Vila Dom Luís, região do Itaqui-Bacanga. O homem, de 36 anos, trabalhador como servente de pedreiro, foi identificado e preso graças ao empenho conjunto das forças de segurança.
O crime ocorreu em uma área de matagal na Rua Leme, próxima à Avenida Copacabana, e foi registrado por câmeras de segurança da região. Após o reconhecimento da vítima e a confissão do próprio acusado durante seu depoimento na Delegacia da Mulher, no Jaracati, a prisão foi realizada.
Ação Integrada das Forças de Segurança
O secretário da Segurança Pública, Maurício Martins, destacou o trabalho em conjunto das equipes de Polícia Civil, Polícia Militar, Inteligência e Perícia para resolver o caso. “Desde o momento em que soubemos do fato, atuamos de forma integrada para identificar, localizar e prender o criminoso. A prisão é um reflexo do trabalho árduo de todas as forças de segurança”, disse Martins.
As equipes solicitaram imagens de câmeras de videomonitoramento nas proximidades do crime, o que permitiu a identificação do suspeito. Com base nas imagens, foram realizadas diligências contínuas até que, na Vila Dom Luís, a equipe da Seccional Norte localizou o investigado na casa de sua irmã.
Confissão e Procedimentos
O suspeito não reagiu à abordagem e, durante o depoimento, confessou o crime. Ele alegou que estava sob efeito de álcool e que, ao avistar a vítima, sentiu um impulso de cometer o ato. Declarou ainda que a ameaçou de morte, embora não estivesse armado. Após a vítima ceder, o arrastou até o matagal, onde cometeu o estupro e fugiu para o Terminal da Praia Grande, de onde seguiu para outro destino.
A Polícia Civil também conseguiu apreender as roupas usadas pelo suspeito no dia do crime, conforme as imagens das câmeras de segurança. Ele foi autuado em flagrante e a vítima foi chamada para o reconhecimento formal.
Investigação e Possíveis Novas Vítimas
Além da confissão, o material genético coletado da vítima está sendo analisado, com comparação no banco nacional de dados de crimes sexuais. A divulgação da prisão do suspeito pode possibilitar o reconhecimento por outras vítimas, o que levaria a novas denúncias.
Atendimento à Vítima
A delegada Kazumi Tanaka, coordenadora das Delegacias da Mulher, informou que a vítima recebeu todo o suporte necessário. Antes de registrar a ocorrência, foi encaminhada para atendimento médico e psicológico, com acompanhamento contínuo na Casa da Mulher Brasileira, especializada no suporte a vítimas de violência sexual.
A colaboração da vítima, ao denunciar o crime, é fundamental para garantir a responsabilização do infrator e prevenir novos atos criminosos. A delegada reforçou a importância desse ato para a proteção da sociedade e o rompimento do ciclo de violência.
