Na sexta-feira (27), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) divulgou os resultados das análises de qualidade da água do Rio Tocantins, realizadas após o desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que liga os estados do Maranhão e do Tocantins. Segundo o parecer técnico da ANA, não há risco de contaminação da água para consumo humano.
A ANA, em parceria com órgãos como o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), o Ministério da Saúde, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC/MIDR), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e autoridades estaduais do Maranhão e Tocantins, tem monitorado a situação e realizado as devidas avaliações para garantir a qualidade da água, com foco especial no abastecimento a jusante (rio abaixo) do local do acidente.
No dia 24, técnicos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão (Sema) coletaram amostras de água, que foram analisadas pela EMBRAPA e pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB). Os resultados apontaram que não houve vazamento de ácido sulfúrico nos quatro pontos monitorados entre a ponte e a captação de água da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), em Imperatriz, que fica a 120 km a jusante do acidente. Nenhuma alteração significativa foi detectada em parâmetros como temperatura, pH e condutividade elétrica da água.
A única substância identificada foi o herbicida 2,4-D, mas em uma concentração 150 vezes abaixo do limite permitido pela Portaria do Ministério da Saúde sobre potabilidade da água. Essa concentração é considerada normal em rios que percorrem áreas agrícolas, como é o caso do Tocantins.
O secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais, Pedro Chagas, afirmou que a captação de água do Rio Tocantins segue rigorosamente os critérios de segurança estabelecidos pela ANA. “A retomada da captação de água segue com base nos requisitos de segurança à saúde da ANA”, declarou.

