DENÚNCIA – Dutra “desdobra” e quer usar Minha Casa Minha Vida como “moeda de troca” nas eleições do ano que vem

Aconteceu no último dia 7, uma Audiência Pública realizada no auditório do Ministério Público de Paço do Lumiar.  A audiência tinha como objetivo resolver a situação dos contemplados do Programa “Minha Casa Minha Vida”, que abrange 1886 famílias contempladas no programa e que até hoje não receberam seus imóveis.

A audiência organizada pela promotora Gabriela Brandão e contou com representantes do Movimento Jardim Primavera 1 e 2, representantes da Secretaria de Assistência Social da prefeitura de Paço do Lumiar   Thiago Azevedo, representante a da Caixa Econômica Federal e do Branco do Brasil.

Na audiência, os representantes das instituições responsáveis pelo empreendimento foram questionados sobre a demora da entrega dos imóveis, a deterioração dos mesmos e o abandono dos imóveis e a ameaça de invasão e, principalmente, a utilização da entrega dos imóveis como instrumento de barganha política supostamente realizada pelo prefeito Domingos Dutra, já para próximas eleições.

As instituições justificaram a demora com problemas de cartório e com a construtora, – uma justificativa ensaiada, e a secretaria justificou que não há cunho político, para a organização da entrega dos imóveis, fato que não convenceu.

Entenda o caso

O programa Minha Casa Minha Vida realizado em Paço do Lumiar atende todas as exigências do Ministério das Cidades e foi autorizado e construído 1886 imóveis, prontos e aptos para moradia.

Desde de quando a nova gestão comandada por Domingos Dutra assumiu a prefeitura, o programa simplesmente travou. Informações desencontradas, paralelas a desorganização generalizada na secretaria de assistência social e a possibilidade de utilização do programa como barganha política, ocasionaram a criação de um movimento, que conseguiu a realização e o apoio ao ministério de Paço do Lumiar.

 Durante a audiência, no jogo de empurra, empurra, de esquiva das responsabilidades, ficou notório a falta de competência. Ficou claro a desorganização e falta de compromisso com a coisa pública da secretaria de assistência social e das instituições.

As famílias carentes praticamente imploraram uma medida prática uma solução real e imediata, mais não houve nenhum interesse ou compromisso firmado, Em assembleia os membros do movimento, decidiram se organizar e realizar grandes manifestações mensais, em frente as instituições Caixa Econômica, Banco do Brasil, Secretaria de Assistência Social e Prefeitura de Paço do Lumiar, conseguir a mobilização da imprensa em geral e apoio do cidadão luminense. Também foi decidido a realização várias ações individuais, contra a Caixa Econômica, o Banco do Brasil e a Prefeitura de Paço do Lumiar e também o contato imediato com o ministério das cidades em forma de denúncia.

 A especulação de que a entrega das casas só se dará em ano eleitoral fica mais clara e mais forte, dado a falta de respeito da prefeitura quase em conluio com as instituições.

A promotora retrucou e disse. “Informo a todas e a todas que acionarei o ministério público federal para que tome as devidas providencias, por se tratar de empreendimento federal”.

Para o movimento foi uma vitória, contar com o apoio do ministério público e a esperança em receber suas casas não foi destruída pela irresponsabilidade. E promete se organizar para uma manifestação maior.