É MESMO ? Sarney diz não acreditar em ligação da filha com desvios na Petrobras

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O senador José Sarney (PMDB-AP) afirmou nesta sexta-feira (19) que “não acredita” que sua filha, a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney, esteja envolvida no esquema de corrupção da Petrobras. Para o senador, a citação de sua filha na lista é “coisa dirigida”.

Roseana Sarney
Roseana Sarney

Segundo reportagem publicada na edição desta sexta do jornal “O Estado de S. Paulo”, o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa revelou em acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) o nome de 28 políticos que teriam se beneficiado do esquema. Entre os citados está a ex-governadora maranhense.

“Eu não acredito. Jamais. Conheço o caráter da minha filha, [não acredito] que isso possa ter ocorrido. Isso é justamente alguma coisa dirigida”, afirmou Sarney.

A reportagem ressalva que os nomes citados por Costa são exclusivamente de políticos que teriam sido beneficiados com propinas pagas por fornecedores da Petrobras à diretoria de Abastacimento, que ele comandou entre 2004 e 2012, nos governos Lula e Dilma.

O texto do “Estado” afirma ainda que, em relação a diversos políticos, Paulo Roberto Costa apenas mencionou os nomes, sem detalhar as cifras que teriam sido distribuídas a eles ou a seus partidos. É o caso de Roseana.

Defesa nega envolvimento
O advogado da ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney, Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, negou qualquer relação de sua cliente com as irregularidades investigadas pela operação. “A Roseana [Sarney] não é alvo da Lava Jato. Ela não tem nada a ver com a Petrobras”, disse o advogado.

Ele também afirmou que o nome de Roseana apareceu nas investigações devido ao que ele chamou de “encontro fortuito”. “É quando você está investigando uma coisa e acaba descobrindo outra”.

Segundo Kakay, a ex-governadora teve seu nome ligado ao doleiro Alberto Youssef após denúncia de suborno feita por Meire Póza, que era contadora do doleiro Alberto Yousseff. De acordo com a contadora, Youssef teria mediado o pagamento de propina pela Construtora Constran ao governo maranhense. Em troca, a empresa receberia antecipadamente R$ 120 milhões em precatórios, que são dívidas de governo reconhecidas pela Justiça. O caso está no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

“Eu, inclusive, já conversei com o Alberto [Youssef], e ele disse que não conhece a Roseana, e que nunca fez negócios com ela”, disse o advogado.  “Ela [Roseana], assim como o Alberto, nega qualquer tipo de irregularidade”, concluiu.

 

G1 MA

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